A Biblia Sagrada, Contendo o Velho e o Novo Testamento

David pede a Deus que o proteja dos seus inimigos; confia na sua innocencia e na justiça de Deus.

Oração de David.

17 Ouve, Senhor, a justiça, attende ao meu clamor; dá ouvidos á minha oração, que não é feita com labios enganosos.

2 Saia o meu juizo de diante do teu rosto; attendam os teus olhos á razão.

3 Provaste o meu coração; visitaste-me de noite; examinaste-me, e nada achaste; propuz que a minha bocca não transgredirá.

4 Quanto ao trato dos homens, pela palavra dos teus labios me guardei das veredas do [NP] destruidor.

5 Dirige os meus passos nos teus caminhos, para que as minhas pégadas não vacillem.

6 Eu te invoquei, ó Deus, pois me queres ouvir; inclina para mim os teus ouvidos, e escuta as minhas palavras.

7 Faze maravilhosas as tuas beneficencias, ó tu que livras aquelles que em ti confiam dos que se levantam contra a tua mão direita.

8 Guarda-me [1] como á menina do olho, esconde-me debaixo da sombra das tuas azas,

9 Dos impios que me [NQ] opprimem, dos meus inimigos mortaes que me andam cercando.

10 Na sua gordura se encerram, com a bocca fallam soberbamente.

11 Teem-nos cercado agora nossos passos; [NR] e abaixaram os seus olhos para a terra;

12 Parecem-se com o leão que deseja arrebatar a sua preza, e com o leãosinho que se põe em esconderijos.

13 Levanta-te, Senhor, detem-n’a, derriba-o, livra a minha alma do impio, com a espada tua,

14 Dos homens que são a tua mão, Senhor, dos homens do mundo, cuja porção está n’esta vida, e cujo ventre enches do teu thesouro occulto: estão fartos de filhos e dão os seus sobejos ás suas creanças.

15 Emquanto [2] a mim, contemplarei a tua face na justiça; satisfazer-me-hei da tua similhança quando acordar.

[1] Deu. 32.10. Zac. 2.8.

[2] João 3.2.